Planejamento
nos princípios bíblico sobre finanças
Falar sobre finanças parece ser algo
muito pouco espiritual. Acontece, entretanto, que, na prática, não podemos
ignorar o fato de que lidamos com esse assunto todos os dias.
Existem 1.565
versículos que falam em dinheiro. Curiosamente, dos 107 versículos do sermão do monte 28 se referem a
dinheiro. Além disso, Jesus se referiu ao dinheiro (ou riqueza) em 13
parábolas. Isso mostra como a Bíblia trata desse assunto com expressividade.
O Senhorio de Deus é sobre absolutamente todas as coisas, inclusive sobre as
riquezas e os recursos. Ele tem todo o poder e autoridade sobre tudo e todos. O
profeta Ageu escreveu que o Senhor dos Exércitos disse: “minha é a prata e meu
é o ouro” (Ageu 2.8). Desde os tempos de Moisés havia a compreensão que “é ele
que te dá força para adquirires riquezas…” (Deuteronômio 8.18)
Vamos apontar alguns princípios bíblicos sobre finanças e citar referências
selecionadas para fundamentar esses princípios. Comentários adicionais se fazem
desnecessários. Abra seu coração e deixe o Espírito de Deus revelar em sua vida
a aplicação de cada princípio desses para não cair na insensatez.
Em relação a você mesmo
1. Viva do seu trabalho - Efésios 4.28: “Aquele que furtava,
não furtes mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom,
para que tenha com que acudir o necessitado”. - Salmo 128.2: “Do trabalho de
tuas mãos comerás, feliz serás e tudo te irá bem”. - 1 Tess 4.10-12: “Contudo,
vos exortamos irmãos, a progredirdes cada vez mais e a diligenciardes por viver
tranqüilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como
vos ordenamos, de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada
venhais a precisar”.
2. Não viva à custa dos outros - 2 Tess 3.7-8,10,12: “…pois vós
mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca
nos portamos desordenadamente entre vós, nem jamais comemos pão a custa de
outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a
fim de não sermos pesados a nenhum de vós …Porque, quando ainda convosco, vos
ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma…A elas, porém,
determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando
tranqüilamente, comam o seu próprio pão…
3. Planeje seus gastos - planejar vem antes de gastar! –
Lc.14.28: “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta
primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para concluí-la?”
4. Invista no que é necessário – Is. 55.2: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é
pão, e o vosso suor naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que
é bom e vos deleitareis com finos manjares”.
5. Contente-se com o que tem - 1 Tm. 6.6-8: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade
com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma
podemos levar dele. Tendo sustento e com o que vestir, estejamos contentes”.
6. Não tenha apego ao dinheiro - 1 Tm. 6.9-10:“Ora, os que querem ficar ricos caem em
tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as
quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz
de todos os males, e alguns nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se
atormentaram com muitas dores”.
7. Não seja servo do dinheiro – MT. 6.24:“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou
há de se aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará
ao outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza”.
Em relação à família
8. Cuide de sua família
- 1 Tm. 5.8: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da
própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente”.
9. Guarde para seus filhos - 2 Cor. 12.14: “Eis que pela terceira vez, estou pronto a
ir ter convosco e não vos serei pesado, pois não vou atrás de vossos bens, mas
procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais,
para os filhos”. PV.13.22ª:“O homem de bem deixa herança aos filhos de seus
filhos”.
Em relação a Deus
10. Reconheça que tudo vem dele - 1 Cr 29.14:“Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para
que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das
tuas mãos to damos”.
11. Honre-o com seus bens – PV. 3.9-10: “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de
toda a tua renda, e se encherão fartamente os teus celeiros e transbordarão de
vinho os teus lagares”.
12. Mantenha uma posição de fé e confiança – MT. 6.25ss: “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos
pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo,
quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo,
mais do que as vestes?…O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam
de tudo isso”.
Em relação aos outros
13. Nunca fique devendo nada a ninguém – Rm. 13.7-8: “Pagai a todos o que lhes é devido: a quem
imposto, imposto; a quem respeito; a quem honra, honra. A ninguém fiqueis
devendo coisa alguma, exceto o amor”. PV. 22.7b: “O que toma emprestado é servo
do que empresta”.
14. Seja fiel com compromissos assumidos - 1 Cor. 4.1-2: “Assim, pois, importa que os homens nos
considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora,
além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja
encontrado fiel”.
15. Pague os impostos e tributos devidamente -Romanos 13.6-7: Por esta razão também pagais tributos,
porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.Portanto,daí a cada
um o que deveis:a quem tributo,tributo;a quem imposto,imposto;aquém
temor,temor;aquém honra,honra.
16. Seja fiel com a propriedade do outro - Lucas 16.12: “Se não vos tornastes fiéis na aplicação do
alheio, quem vos dará o que é vosso?”
17. Muito cuidado ao ser fiador de alguém -Provérbios 11.15: “Quem ficar como fiador de qualquer um
acabará chorando. Será melhor não se comprometer”.
18. Seja generoso em dar e repartir - 1 Timóteo 6.18: “Que façam o bem, enriqueçam em boas
obras, repartam de boa mente e sejam comunicáveis;”.
Planejamento
de um culto que agrada a Deus

Quando queremos fazer algo bem feito
sempre desejamos um referencial, um modelo. Nesse sentido, uma curiosidade que
vêem à nossa mente é saber como era o culto na igreja primitiva? A resposta à
essa questão pode ser vista esparsamente em alguns textos bíblicos e também na
história relatada pela tradição dos “pais da igreja” (os obreiros que sucederam
os apóstolos). Os cristãos primitivos não concebiam a igreja como um lugar de
culto como se faz hoje. A igreja significava para eles um corpo de pessoas numa
relação pessoal com Cristo. Para tanto, os cristãos se reuniam em Casas (At 12.
12); no templo (At 5.12); em salas de aula (AT. 19.9); nas sinagogas até quando
foram permitidos (At 14.1-3). O lugar não era tão importante, mas sim, o que
lhes importava é que o culto era o encontro para celebrarem a comunhão de uns
para com os outros e para adorar a Deus.
No primeiro século,
segundo escritos dos “pais da igreja”, dois cultos eram realizados no primeiro
dia da semana domingo. Esse dia foi adotado como dia de culto por ter sido o dia em que Cristo
ressuscitou dentre os mortos (At 20.7; 1 Co 16.2; Ap 1.10).
O culto da manhã, na igreja primitiva, certamente,
incluía a leitura das Sagradas Escrituras (Cl 3.16); exortação pelo presbítero principal;
orações e cânticos (Ef 5.19). A Festa do Amor chamada “Ágape” (1 Co11.20-22) precedia a
ceia no culto da noite. Por volta do ano 100 da era cristã, a Festa do Amor
tinha praticamente desaparecido, sendo a ceia celebrada no culto da manhã.
Plínio escreveu aos cristãos uma carta endereçada originalmente a Trajano, na
qual, dizia que os cristãos se encontravam ao romper do dia. (Apostila de
História da Igreja – Setad, São Paulo, 1997, p. 7)
Estaremos aplicando o tema para os nossos dias. É preciso ter em mente alguns
princípios para podermos dirigir um culto de modo a agradar ao Senhor.
I. SABER O QUE É UM CULTO.
A palavra
“culto” significa ato ou efeito de cultuar. Cultuar é prestar reverência a uma
divindade. No nosso caso, prestamos adoração ao único e verdadeiro Deus. Logo,
a idéia de ir ao culto somente para receber uma bênção de Deus é muito
incompleta.
Na verdade, quando cultuamos a Deus
devemos prioritariamente elevar ao Senhor nossa gratidão, nosso louvor e nossa
adoração. Certamente, e todas essas coisas vos serão acrescentadas (Mt 6.
33). Quem dirige um culto deve estar atento à essa verdade e levar o povo
de Deus essencialmente a adorar ao Pai celeste. É lamentável quando alguns
líderes mostram meramente um Deus que tem quase a obrigação de suprir todos os
desejos do povo (alguns até egoístas). Deus não supre nossos desejos, Ele supre
as nossas necessidades (Sl 23.1; Fp 4.19). É triste ver alguém que dirija um
culto, que apresente um Deus que não é soberano e, portanto, não é devidamente
adorado.
II. LEVAR O POVO DE
DEUS A ADORAR AO SENHOR EM ESPÍRITO E EM VERDADE.
No Santo Evangelho de Jesus segundo escreveu Jo. 4, Jesus condenou o culto
hipócrita dos judeus e o culto ignorante dos samaritanos. Ele declarou que o pai
procura, ou seja, Ele está muito interessado em adoradores que O adorem em
espírito e em verdade (v. 24). Mas, o que significa um culto em espírito e em
verdade: Essa expressão tem quatro significados:
1. Um culto eminentemente espiritual
Jesus quis dizer a mulher samaritana que vinha
chegando a hora quando o povo de Deus não se preocuparia mais com o lugar da
adoração (se no templo de Jerusalém ou se no monte Gerizim). O senhor quis
ensinar que não é onde adoramos a Deus que tem valor; mas como O adoramos:
Nossa adoração deve ser espiritual e verdadeira. Para tanto, devemos contar com
a ajuda do Espírito Santo para adorar a Deus de forma que Lhe agrade. Isso
porque Deus é espírito, e nós precisamos da ajuda do Espírito para poder adorar
ao Senhor como devemos. É essa qualidade de culto que o Pai quer de nós.
2. Um culto com espontaneidade
Devemos ir ao templo para adorar ao senhor de livre
vontade, com voluntariedade. Há um desejo natural de o ser humano em adorar a
Deus e o nosso culto deve ser norteado por esse anseio. Não podemos ir ao culto
porque temos um cargo; ou porque alguém vai implicar conosco caso não irmos; ou
por mera obrigação. Na verdade, deve haver um desejo profundo e voluntário de
glorificar a Deus. A conhecida ilustração do barulho do mar na concha é uma
bela metáfora da naturalidade com que temos que cultuar ao Senhor.
3. Um culto com Liberdade
Adorar a Deus em espírito e em verdade também
significa utilizarmos a condição de dispormos de nós mesmo para poder cultuar
ao Senhor. Temos que exercer a faculdade que temos de render ações de graças,
de louvar, e de adorar ao nosso Pai celestial. Temos que nos aproximar de Deus,
com franqueza, tendo o prazer de exercer nosso livre arbítrio para glorificar
ao Amado de nossa alma. Tudo aquilo que tira a liberdade do povo do Senhor
louvá-Lo livremente deve ser evitado: repressão; excessos de regras sem
sentido; formalismo; etc. Todo esse comportamento negativo impede que as
pessoas louvem ao senhor “em verdade”, ou seja, com sinceridade. É muito
perigoso quando alguém começa fingir que está adorando ao Senhor. Mas, é
maravilhoso quando estamos em um culto onde os servos de Deus adoram ao Pai
celestial com liberdade. Onde há o Espírito Santo aí há liberdade. A
regeneração de almas somente acontece em um ambiente onde há liberdade. Só há
batismo com o Espírito Santo em um lugar onde existe liberdade para se
glorificar a Jesus. Só acontece a distribuição dos dons espirituais quando as
pessoas estão livres para receberem o derramar do Espírito Santo.
III.ORGANIZAR A DIREÇÃO DO CULTO
Dois extremos devem ser evitados quando vamos dirigir um culto: a improvisação
displicente e preguiçosa; e a organização exagerada e formalista. Assim,
podemos apresentar algumas sugestões para o planejamento do culto.
1. Prepare-se para dirigir o culto
Prepare-se previamente para o culto que você irá
dirigir: ore e, se possível, jejue. Peça a direção do Senhor quanto a quem irá
participar do culto; quanto a que hinos serão cantados; a quem você convidará
para pregar; ore também para que não haja impedimentos para o fluir do Espírito
Santo; ore para que Deus salve, cure, liberte, batize com o Espírito Santo,
cure os enfermos e liberte vidas. Se quisermos as muitas bênçãos do senhor
temos que orar como Jesus orava.

2. Comunique-se
previamente
Não espere que as pessoas cumpram suas obrigações.
Cumpra sua liderança. Telefone ou converse pessoalmente com as pessoas que
estarão envolvidas no culto que você irá dirigir: o seu dirigente; técnico de
som; quem irá dirigir os cânticos congregacionais; os demais louvores; ligue
para o pregador dizendo que você está orando por ele, além de animá-lo, irá
aumentar a responsabilidade dele. Enfim, não deixe as coisas ficar para em cima
da hora. A preparação espiritual prévia para o culto faz muita diferença, no
momento da adoração.
3. Seja espontâneo (a) no momento do culto
Comece o culto sorrindo. Viva sinceramente o prazer
que é gozar a vida abundante que Cristo veio nos trazer. Mesmo que você esteja,
em lutas, Jesus merece ser louvado. Mostre ao povo de Deus o gozo que é poder
estar ali cultuando ao Senhor. Todavia, se você não estiver em condições
psicológicas para dirigir o culto procure transferir essa honra para outra
pessoa. Deus irá lhe entender.
4. Priorize o objetivo de glorificar ao Senhor
Lembre-se que o culto não ocorre prioritariamente só
para recebermos bênçãos. A razão de ser do culto é a glorificação do Senhor.
Quando damos prioridade para buscarmos ao Senhor em espírito e em verdade, as
demais coisas nos são acrescentadas.
5. Valorize a oração no culto
Os cristãos mais fervorosos são os que mais oram; as
igrejas que mais crescem são as que se acostumaram orar junto, de joelhos. Essa
foi uma das causas da explosão do crescimento das igrejas carismáticas da década
de 20 à década de 70. É lamentável o pouco valor que está se dando para a
oração no culto, em nossos dias.
6. Escolha bem os hinos congregacionais
Se sua igreja utiliza alguma espécie de cancioneiro.
Prefira começar o culto com canções de louvor, de adoração, e de invocação. Os
hinários podem ser valorizados; mas, é preciso lembrar que nem todos os seus
hinos são de louvor e adoração (há neles hinos de testemunho, hinos
evangelísticos, e hinos de consagração). Podemos ponderar que, desde que usados
com equilíbrio e graça, os corinhos de adoração elevam a espiritualidade de
nossa alma.
7. Equilibre as oportunidades
Distribua as oportunidades de modo que toda a missão
da igreja na terra seja contemplada: exaltação do Senhor; ministração que
beneficie os próprios membros da igreja; pregação da Palavra de Deus, visando
comunicar o evangelho; desafio ao povo de Deus para exercerem diaconia para com
o mundo. As oportunidades devem distribuídas proporcionalmente quanto à
quantidade e quanto ao tempo dedicado aos louvores congregacionais; aos
cânticos solos ou de grupos; aos testemunhos (é uma pena que tantas bênçãos
recebidas nas reuniões vespertinas não são testificadas nos cultos da noite!);
às intercessões; a uma palavra curta; à pregação da palavra de Deus; ao apelo;
à oração de aplicação da mensagem; aos avisos; ao encerramento; à oração final;
e à bênção apostólica.
8. Lembre-se que todas as partes e elementos do
culto são importantes
É errado dizer que a pregação é a parte mais
importante do culto. Isso será verdade se, ao invés de ter tido anteriormente
no culto, músicas que não louvaram ao Senhor (principalmente da forma
congregacional) e nem edificaram a igreja. É lamentável quando de 4 a 10
pessoas cantam e todos os restantes da igreja ficam “assistindo”. Será que Deus
está se agradando disso? Outro problema: temos que admitir que é terrível estar
em um culto em que ouvimos duas horas de música mal selecionada e depois
pede-se que o(a) pregador(a) fale 10 minutos. É preciso saber que se ouvirmos a
mensagem com a mente cansada vamos reter muito pouco o que ouvimos. Também é
preciso, segundo bons ensina dores da Palavra de Deus, pelo menos 25 minutos
para se pregar uma mensagem com introdução, desenvolvimento, conclusão, apelo e
oração.
9. Valorize a pregação
Quanto ao (à) pregador (a) é bom combinarmos com o
dirigente pelo menos dez dias antes do culto e convidarmos alguém em tempo
hábil para essa pessoa se prepare. Entretanto, é preciso orar para pedir a
direção de Deus: não convide ninguém simplesmente pela sua mente; peça a
direção de Deus. Paulo Rogério Petrizi citando Juan CarlosOrtiz, que no seu
livro “O Discípulo” fala da Igreja como sendo um orfanato cheio de bebês e que
nós, passamos grande parte de nosso tempo correndo atrás de “bebês” para dar-lhes
“leite”. A Igreja somente pode cumprir seu papel em meio à sociedade se prezar
pela qualidade de vida cristã. Tenho certeza de que crentes verdadeiramente
avivamos são capazes de revolucionar uma sociedade, uma nação, um país inteiro.
Para que a Igreja possa alcançar sua estatura ideal, nos termos de Ef 4:12 e
13, o ministério da pregação é fundamental. Verdadeiramente a pregação é
prioridade na Igreja Cristã (Artigo: A importância do ministério da pregação
para a igreja cristã). O Dr. Lloyd-Jones no livro“Pregação e Pregadores”
relacionam o declínio da Igreja ao empobrecimento e desprestígio do púlpito. O
grande número de crentes nominativos em nossas Igrejas é conseqüência dos
púlpitos insossos, sem unção, vida, nem criatividade. Para que a Igreja cumpra
seu papel no mundo é imprescindível que os pregadores desempenhem seu
ministério eficientemente e façam com que a pregação seja algo relevante.
10. Depois do final do culto, avalie o culto
que você dirigiu
Depois que chegar em casa faça uma retrospectiva:
glorifique a Deus em oração posterior, por tudo o que deu certo; analise o que
poderia ter sido melhor, para no próximo culto você aprimorar o seu trabalho.
Deus irá lhe Abençoar.
O
Planejamento da aula da EBD
Domingo pela manhã. O
irmão Francisco é o professor da classe de jovens da Escola Bíblica Dominical.
Ele está ansioso para chegar logo à igreja e ministrar a aula. Seu coração bate
mais forte esta manhã porque conseguiu um excelente material e está aguardando
este momento para utilizá-lo. Um irmão lhe indicou um endereço na internet de
um site maravilhoso, de onde extraiu vários artigos interessantes; outro irmão
indicou um livro espetacular e o pastor emprestou-lhe um comentário bíblico,
que será de muita utilidade. Será a melhor aula de sua vida, pensa.
A aula inicia e ele começa falando
sobre um dos artigos, o que leva muito tempo. Tenta organizar o material no
cavalete, mas percebe que a letra é muito pequena e não dá para visualizar bem.
Os alunos estão interessados pelo assunto e começam a fazer perguntas, que
acabam dando outro rumo à aula. O irmão Francisco lembra-se, então, de um
capítulo do livro que tem um resumo interessante e pede que a irmã Maria faça a
leitura, quando o Superintendente toca a sineta avisando que faltam dez minutos
para o final da aula. Ele vai para casa triste, frustrado e com uma
interrogação: como poderia organizar melhor todo o excelente material que tinha
em mãos para dar uma boa aula, no tempo apropriado?
O que o professor vai
ensinar?
Para falarmos sobre isto algumas
questões precisam ser analisadas.Sabemos que ensinar não é apenas “passar” um
conteúdo, mas sim formar cidadãos conscientes, com capacidade de absorver,
analisar e praticar o que está sendo ensinado. Cabe ao professor criar um
ambiente no qual o aluno seja estimulado a discutir e compreender o assunto;
compartilhando experiências e construindo o conhecimento em grupo, sob sua
orientação. Além disto, temos que desafiar os alunos a uma mudança de vida,
visando imprimir neles o caráter de Cristo, pela palavra de Deus. Quando vamos
preparar a aula, tendo à mão o material que dispomos que pode ser a revista da
EBD, livros, artigos, recortes de revistas, mapas, comentários bíblicos, que já
coletamos durante a semana, precisamos pensar em primeiro lugar sobre “O que
vamos ensinar?”
O tempo disponível para a aula é
resumido e precisa ser bem aproveitado. Não é possível ensinar tudo a respeito
de qualquer que seja o assunto em apenas uma aula. Por isto precisamos
identificar qual a idéia principal que precisa ser trabalhada, perguntando-se:
“que conteúdo mínimo o meu aluno precisa reter sobre o assunto?”.
É importante identificarmos quais os
conceitos que o aluno deve dominar no assunto que será ministrado, que valores
precisam reter e qual o foco que deve ser dado durante a aula. Isto vai
permitir que nos concentremos no que é importante e necessário, além de ter a
oportunidade de identificar a melhor abordagem de acordo com a faixa etária, a
formação e as necessidades específicas do grupo com o qual vai trabalhar,
levando em consideração o que os alunos já sabem a respeito, a quantidade de
alunos na classe, as limitações físicas do local aonde a aula será ministrada,
o ambiente espiritual e sócio-econômico do grupo, etc., evitando, assim, que a
aula seja sem rumo e improdutiva.
O que o aluno vai
aprender?
Podemos dar o passo seguinte, fazendo a pergunta: “o
que os alunos vão aprender?”, ou seja, quais os objetivos específicos para os
nossos alunos e como podemos avaliar se eles absorveram os valores? Precisamos
determinar o que esperamos do nosso aluno e como podemos avaliar seu
aprendizado, de forma específica, por meio das atividades que eles estarão
aptos a realizar após a aula. Se o objetivo da aula é que os alunos conheçam
melhor o Espírito Santo, podemos ter uma orientação clara sobre o que deve ser
trabalhado, estabelecendo o seguinte objetivo: “após a aula os alunos poderão
citar quatro principais atributos do Espírito Santo e explicar, com suas
próprias palavras o que eles significam”.Assim podemos direcionar a aula e
identificar se houve o êxito almejado, sabendo antecipadamente o que o aluno
poderá realizar e como demonstrará o que aprendeu. Se o assunto da aula é uma
visão panorâmica das epístolas paulinas, o nosso objetivo pode ser: “Após a
aula os alunos poderão citar cinco livros do Novo Testamento escritos pelo
apóstolo Paulo e identificar no mapa os locais para os quais as cartas foram
endereçadas”.
Que atividades serão realizadas?
Definido o que vamos ensinar e o que o
aluno deve aprender, temos direção definida e sabemos o que queremos e aonde
queremos chegar. Podemos nos concentrar agora nos aspectos práticos da aula: as
atividades que o professor e os alunos irão realizar, e que recursos serão
necessários. É nesta fase que podemos decidir qual a melhor forma de
apresentarmos o tema, para atingir o objetivo, escolhendo que atividades serão
realizadas em conjunto com os alunos, ou seja, quais os métodos que serão
empregados na construção do aprendizado, de modo a facilitar a compreensão e
fixar os valores que precisão ser adquiridos.
Não podemos esquecer-nos de uma coisa
muito importante: métodos e atividades são apenas o meio pelo qual queremos
atingir um alvo. O produto final da nossa aula é o aprendizado e não a
metodologia, que é apenas a ferramenta utilizada e o meio para se atingir o
fim. Uma outra atenção que devemos ter é com respeito a planejar atividades
para os alunos, sabendo que eles irão absorver muito mais daquilo que fazem, do
que apenas vêem ou ouvem. É importante e necessário que planejemos maneiras de
tornar a aula participativa. Isto vai aumentar o interesse dos alunos pela
aula, fazendo com que se sintam importantes e necessários na classe, além de
desenvolver o raciocínio e a intimidade com o assunto.
Precisamos também planejar quais os
recursos ou materiais serão necessários para o funcionamento destes métodos e a
execução destas atividades. Tudo precisa ser planejado e providenciado com
antecedência para se evitar imprevistos e surpresas de última hora.
Vejamos alguns exemplos de como podemos
tornar a nossa aula mais criativa e produtiva: se o assunto requer um volume
maior de informações teóricas poderemos trabalhá-lo fazendo uma leitura de um
resumo das informações principais, que pode ser através de uma dinâmica de leitura,
ou de recurso visual, ou ainda assistindo a um filme ou documentário sobre o
assunto. As informações depois poderão ser trabalhadas em grupo, utilizando-se
de métodos como o painel integrado, grupo de verbalização e observação, ou
através de perguntas e respostas. Para isto não podemos esquecer-nos de
preparar o texto (que pode ser um artigo encontrado na internet ou em uma
revista), preparar e treinar antes a dinâmica a ser utilizada, confeccionar os
recursos visuais, tais como cartazes, álbum seriado, quadro de tiras ou pregas.
Se for utilizar o filme, além da fita de vídeo (que já deve estar no ponto
certo), providenciar o vídeo cassete, a televisão e um local adequado. O
material a ser trabalhado em grupo e as perguntas necessárias deve ser providenciado
com antecedência.
Se o assunto é de ordem mais prática
podemos trabalhar com dramatizações, estudo de um caso, jogos simulados, ou a
melhor utilização de ilustrações, parábolas, etc. e explorar mais a
participação individual com experiências dos alunos. Neste caso precisamos ter
combinado com os alunos que vão apresentar a peça ou jogral, além de preparar o
material dos jogos, estudo de caso ou dinâmicas que venham a ser empregados.
Se o assunto é mais polêmico podemos
trazer convidados para um debate, um painel ou uma entrevista, ou podemos
utilizar o método júri simulado, ou ainda através de discussão em classe. Temos
que fazer os convites antecipadamente, preparar a classe ao longo da semana com
a distribuição de tarefas e pesquisas, para que os alunos estejam devidamente
preparados para discutir o assunto em questão.
Se a aula faz referências a cidades,
rios, países ou outros lugares, podem utilizar mapas, que podem ser trabalhados
no retroprojetor ou através de colagens ou marcações com um pincel (para isto
precisamos cobrir o mapa com um plástico para não danificá-lo). Podemos
trabalhar também com fotografias dos locais.
Se o assunto é mais doutrinário, então
podemos utilizar dicionários, comentários e chaves bíblicas para os alunos
localizarem versículos; cartazes e esquemas gráficos podem ajudar a condensar e
melhor apresentar os conceitos. Podemos envolver a todos através de um
simpósio, ou com estudo bíblico indutivo. Nestes casos os materiais necessários
devem ser providenciados com antecedência.
Os segredos para uma boa aula são o
planejamento e a criatividade. As coisas não acontecem por acaso e o
aprendizado não se desenvolve sem que haja um trabalho prévio. É nossa
responsabilidade O professor que lê apenas a lição no Sábado à noite ou até no
Domingo pela manhã não terá condições de exercer o seu ministério, sem antes
planejar e preparar a sua aula. Devemos nos lembrar do que a Bíblia nos
adverte: “Se é ensinar, haja dedicação ao ensino” Rm 12.7.
Planejamento
de programas
Dicas de planejamento
1.Tipos de Atividades
Às vezes, os programas de grupos locais são limitados
pelo simples desconhecimento da variedade de atividades que um grupo pode
desenvolver. Por isso, apresentamos aqui uma lista ampla (embora não
definitiva) de atividades possíveis, esperando que sirva de estímulo à
imaginação.
Deve ser lembrado, porém, que nem todas as atividades
serão apropriadas ou exeqüíveis pelo seu grupo agora.
Atividades evangélicas e apologéticas
a) Evangelização pessoal através de: o estudo sistemático
da Bíblia; o estudo sistemático de um livro evangelístico (por ex. A Descoberta
da Fé); o papo não estruturado; folhetos; a convivência...
b) Estudos bíblicos
expositivos
c) Estudos bíblicos
indutivos
d) Palestras
evangelísticas
e) Palestras apologéticas
f) Debates
apologéticos
g) Mesas de
literatura ou promoção da Semana do Livro
h) Filmes
i) Peças
j) Encontros musicais
l) Sarau ou
participação em semanas culturais
m) Distribuição de
folhetos, livretos, artigos, “cartas abertas”
n) Artigos em jornais
da faculdade
o) Apresentações nas
aulas, dando um enfoque cristão
p) Acampamentos,
convivências, passeios
q) Recepção de calouros.
Atividades de crescimento, oração,
discipulado, organização do grupo, serviço
a) Reuniões de oração, vigílias
b) Acampamentos, convivências, oficinas de
treinamento
c) Exposição bíblica
d) Estudos bíblicos indutivos
e) Palestras
f) Debates
g) Estímulo à leitura
h) Visitas a igrejas e mocidades para apresentar o
trabalho.
i) “cartas abertas” às estudantes cristãos, profissionais,
pastores e seminaristas
j) Jantar de Natal, com convites para pastores e
profissionais
l) Participação em projetos sociais
m) Participação nas atividades regionais e nacionais
n) Células de discipulado a dois
o) Reuniões de planejamento
p) Eleições para a diretoria do grupo
q) Reuniões da diretoria
r) Reuniões para produzir materiais, cartazes,
cartas, etc.
s) Intercessor local (boletim de oração e informação)
-distribuir no grupo e entre cristãos da cidade.
2. Fatores que influem na escolha de atividades
O que é que seu grupo vai fazer no próximo semestre?
Como escolher entre as atividades relacionadas acima (e outras que você mesmo
acrescentou)? Há vários fatores que terá que levar em conta:
a) O “momento” do seu grupo - é recém-formado ou
antigo? Grande, médio ou pequeno? Consiste quase somente de veteranos, havendo
necessidade urgente de uma renovação da liderança? Quais os dons disponíveis no
grupo? Etc...
b) Seu grupo é de uma escola ou de uma cidade
inteira? Existem núcleos evangelísticos nas escolas e um grupão central? Onde
devem ser feitas as atividades evangelísticas? E as atividades voltadas para os
cristãos?
c) Qual é o tipo de escola? Os estudantes passam o
dia todo lá ou só um período? A maioria trabalha ou não? Mora na cidade ou vem
de fora? Mora em repúblicas (que tal reuniões em repúblicas?), ou com suas
famílias? Ou existe (situação rara, mas abençoada) uma residência
universitária?
d) Qual o melhor horário para as reuniões? De quanto
tempo dispõe?
e) Observe as datas de provas e entrega de trabalhos
e pense nas épocas mais apropriadas para as atividades de maior impacto e que
exigem mais organização
f) Se há calouros entrando, não se esqueça de
planejar uma boa recepção de calouros
g) Mantenha um equilíbrio entre reuniões
evangelísticas e não-evangelísticas
h) Não sobrecarregue o calendário. Lembre que a
evangelização pessoal é fundamental e acontece dentro e fora das reuniões.
i) Incentive a participação dos membros do grupo em
atividades regionais e nacionais (oficinas, Cursos de Férias, Conselhos
Regionais, Congressos, Institutos de Preparação de Líderes, etc.)
j) Para idéias sobre o treinamento dos estudantes
cristãos, consulte o Currículo Básico para o Treinamento; para idéias sobre
palestras evangelísticas e apologéticas, consulte sua diretoria regional e a
assessoria
3. O processo de
planejamento
a) Quem deve fazer o planejamento? Há várias
maneiras, todas“certas”, mas nem todas igualmente aplicáveis a seu grupo. Seja
qual for o processo de aprovação de um planejamento, uma proposta detalhada em
si sempre sairá de uma reunião pequena ou de um trabalho individual. Esta
proposta poderá levar em conta sugestões feita anteriormente pelo grupo como um
todo, e/ou poderá ser modificada posteriormente. Mas um planejamento detalhado
nunca sairá de uma reunião grande
b) O presidente do grupo é a pessoa que tem que
“amarrar”tudo, isto é, pensar nos detalhes que precisam ser planejados (embora
ele pessoalmente não se responsabilize por eles), delegar tarefas concretas,
estabelecer prazos e cobrar a execução das tarefas.
c) Para o primeiro semestre, quando geralmente se faz
uma“recepção de calouros”, o planejamento deve ser iniciado no final do
semestre anterior (ou seja, em novembro ou dezembro). Mesmo com a dispersão dos
membros do grupo durante as férias, algumas tarefas terão que ser cumpridas.
d) Algumas tarefas típicas a serem delegadas são:
preparo e divulgação de cartazes; reserva de salas; convite de preletores;
cuidado de mesas de livros; direção de reuniões; digitação e distribuição do
calendário de atividades; arrecadação de dinheiro e administração de despesas
necessárias para as atividades; compra de livros, aluguel de filmes e de locais
para acampamentos; etc.
e) A divulgação do calendário de atividades é muito
importante. Pode-se pensar numa divulgação em dois níveis: um calendário
impresso, distribuído individualmente para os membros do grupo e outros que
ingressarão durante o semestre, bem como para pastores, assessores da região, e
amigos do grupo; e mais amplamente, através de cartazes, etc.; afixados na
universidade, nas igrejas e em outros lugares estratégicos.
Planejamento para fazer Missões

Como grupos pequenos podem cumprir a grande comissão.
Você já assistiu aos episódios antigos do seriado Cavaleiro Solitário? Que
figura idílica do heroísmo americano! Ele era duro, independente e nunca deixou
ninguém descobrir sua verdadeira identidade. É provável que não seja um choque ouvir que Deus
não quer que sejamos “Cristãos Cavaleiros Solitários”. Ninguém pode, sozinho,
falar de toda a vida de Jesus para o mundo. Precisamos criar um círculo de crentes em nossa
volta para nos auxiliar nessa missão. Precisamos daquilo que chamo de
“comunidade missionária” – um pequeno grupo de crentes que alcancem pessoas
específicas e atendam necessidades específicas neste mundo como um meio de
compartilhar a graça e a verdade de Cristo. Isso levanta algumas
perguntas-chave: Como o Espírito Santo cria diversas comunidades missionárias
dentro das igrejas? E, uma vez criadas, como o Espírito usa essas comunidades
para alcançar as pessoas para Cristo?
Um modelo bíblico de comunidade missionária
Em João 15 descobrimos que o Espírito Santo cria essas comunidades. Jesus diz
que “enviará” o Espírito Santo “da parte do Pai” e que este
Espírito“testemunhará” de Jesus ao mundo (v. 26). Isso não apenas implica que o
Espírito é Deus, mas também que o Espírito será o representante autorizado de
Cristo depois de sua partida. Como o Espírito “testemunhará” sobre Cristo?
Jesus, que previamente descreveu a si mesmo como “a verdade” (João 14.6), agora
diz que ele enviará “o Espírito da verdade”. Este Espírito da verdade virá aos
discípulos de Jesus para que possam “dar testemunho também” (15.27) de Jesus e
de sua verdade ao mundo.
Em João 16 descobrimos como este “testemunho” acontecerá. O ministério de Jesus
continuará depois de sua ressurreição e ascensão porque o Espírito da
verdade“ensinará toda a verdade a vocês” (16.13). É crítico notar que, neste
verso, fala-se “vocês”. A implicação é que o Espírito abrirá a verdade das
boas-novas para as comunidades de crentes. Jesus diz ainda que o Espírito “vai
ficar sabendo o que tenho para dizer, e dirá a vocês [plural], e assim ele
trará glória para mim” (16.14). Isso significa que o Espírito da verdade
permitiria aos crentes conhecer Jesus – em particular sua verdade e sua glória
– dentro das comunidades. Quer dizer também que o Espírito glorificaria a
Cristo no mundo através de tais comunidades guiadas pelo mesmo Espírito.
Você vê o fluxo? Em cada passagem o conhecimento da verdade de Deus se move do
Senhor Jesus para o Espírito Santo e para os discípulos. Jesus envia o Espírito
ao mundo e o Espírito torna Jesus conhecido dentro de comunidades de crentes
(como por exemplo a igreja local). Então, esta comunidade testemunha de Cristo
ao mundo.
Comunidades missionárias e a Grande Comissão
Como o Espírito usa as comunidades missionárias para cumprir a Grande Comissão?
Jesus deu a comissão a todos os crentes em Mateus 28.18-19: “Deus me deu todo o
poder no céu e na terra. Portanto vão a todos os povos do mundo e façam com que
sejam meus seguidores.” Aqui, Jesus, na verdade, estende sua própria autoridade
aos crentes para que eles possam cumprir a tarefa que lhes deu: fazer
discípulos. Como resultado disso, quando os crentes vão a todos os povos do
mundo podem ver a si mesmos como tendo recebido uma comissão pessoal de Jesus.
É importante notar que essa comissão foi dada no contexto da comunidade: a
Grande Comissão foi entregue aos discípulos como um grupo, e as palavras de
Jesus, “vão” e “façam seguidores”, estão no plural. Combinado a isto está o que
aprendemos acima a respeito das comunidades missionárias. Assim, podemos
concluir que nossa comissão deve ocorrer dentro do contexto do corpo local de
crentes. O Espírito Santo pode, num pequeno grupo do qual Cristo é o centro,
torná-lo um ambiente onde os dons e a motivação de cada crente para o
ministério podem ser ambos confirmados e ativados. Uma perspectiva de
comunidade missionária muitas vezes exige uma transformação no meio da igreja.
Muitas igrejas precisam sair de uma mentalidade de “missões” (ou seja,
simplesmente mandar missionários para fora da igreja), para uma mentalidade
de“missão” (na qual cada crente vem a conhecer sua própria missão de vida e a
enxerga como parte da Grande Comissão e a vive dentro da comunidade missionária
de crentes).
Idéias práticas para desenvolver uma comunidade missionária
Como fazer essa mudança? Primeiramente, cada um de nós precisa desenvolver um
senso claro de missão pessoal. Podemos fazer isso de quatro maneiras:
1. Pedir ao Espírito Santo que nos ajude e
olhe de perto nossas vidas, e que nos mostre maneiras específicas com as quais
Deus nos equipou para seu ministério;
2. Pedir a outros crentes, particularmente
aos do nosso grupo, que nos ajude a identificar nossos dons espirituais e
motivações naturais que eles observam em nossas vidas;
3. Tentar pensar sobre nossos talentos
principais (ou seja, habilidades como jogar futebol, costurar ou pregar
sermões) e paixões (modos como fazemos diferença no mundo, tais como
evangelismo ou ajudar os sem-teto);
4. Uma vez que tenhamos identificado
nossos dons distintos, motivações, talentos e paixões, precisamos pedir ao
Espírito Santo que nos ajude a pôr todas estas partes juntas em uma afirmação
clara de missão;
Em segundo lugar, devemos buscar cumprir nossa missão dentro de uma
comunidade missionária específica. Um pequeno grupo pode dar o encorajamento, a
resposta, a instrução e a correção que precisamos para ativar este chamado
pessoal. Você está numa comunidade pequena de crentes buscando cumprir uma
missão – seja individual ou corporativamente? Se a resposta É sim, encoraje
cada pessoa a compartilhar sua missão pessoal, e, quando o fizerem, discutam e
procurem um senso comum. Então, encoraje o grupo a orar e a identificar um
grupo missionário que surgirá de tal discussão.
Finalmente, encoraje seu grupo a ativar o grupo missionário buscando maneiras
específicas de servir a comunidade e, assim, apresentar a graça e a verdade de
Cristo àqueles que, de outra forma, não teriam tal oportunidade. Talvez seu
grupo possa visitar um abrigo, entrar para um time de futebol, fazer reformas
em casas ou servir em igrejas de outros países – ou o que naturalmente surgir
quando vocês identificarem seu grupo missionário. Cada grupo terá uma missão
única, e o sentido da verdadeira comunidade cristã será fortalecido quando a
missão do grupo for ativada.
Uma mentalidade de comunidade missionária não apenas ultrapassa a síndrome do
Cristão Cavaleiro Solitário, mas, na verdade, transforma as igrejas, ajudando
cada crente a alinhar sua missão pessoal com a Grande Comissão dentro do
contexto do grupo pequeno.
Treinamento para Evangelismo

A
Definição de Evangelismo
A palavra
“evangelismo” (ou evangelização) vem de uma palavra grega,“euangelion”. Há
realmente quatro formas básicas desta palavra. Uma palavra significa “boas
notícias”; duas palavras significam “proclamar as boas novas”,e uma palavra se
refere ao “evangelista” ou a pessoa que faz a proclamação.
Evangelismo é a Igreja trabalhando para o Senhor. No evangelismo a ênfase está
na experiência do novo nascimento, o inicio da vida espiritual.
Evangelismo é:“... comunicar o evangelho através do
poder do Espírito Santo de tal maneira que homens e mulheres tenham uma válida
oportunidade de aceitar ou rejeitar a Jesus Cristo como Salvador e Senhor e se
tornarem membros de sua igreja”.
Como iniciou o
evangelismo
O evangelismo no
sentido do cristianismo, inicia-se com o próprio ministério de Jesus Cristo
que, ao escolher seus doze discípulos, os preparou para espalhar (pregar) a
mensagem de boas novas. Mt 4.17-25
A responsabilidade
agora é minha.
Os cristãos devem
pessoalmente assumir a responsabilidade de transmitir o evangelho. A Bíblia diz
em Mateus 9:37-38 “Então disse Jesus a seus discípulos: Na verdade, a seara é
grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que
mande trabalhadores para a sua seara”. O evangelismo é um trabalho para todos
os Cristãos em todo o mundo.
Deus nos chama a ser representantes de Jesus. A Bíblia diz em 2 Coríntios 5:20“De sorte que somos embaixadores por
Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamos-vos, pois, por Cristo que
vos reconcilieis com Deus.”
Porque
devemos evangelizar?
a)Não queremos responder esta pergunta
para simplesmente termos um conhecimento teórico das razões bíblicas para
evangelizarmos. Mas para encontrarmos as motivações bíblicas para a
evangelização, porque a motivação brota do coração, e a obra de evangelização
deve ser feita por um coração dominado pelo amor a Deus e ao próximo.
b) Por outro lado precisamos evangelizar
para cumprir o Ide de Jesus. Mt 28.18. Aí de mim se não anunciar o
evangelho...., Jesus nos comissionou a um sagrado encargo de anunciar o
evangelho de Deus. Rm 15.16b. Devemos livrar os que estão sendo levados para a
morte, salvar os que cambaleiam indo para serem mortos. Pv: 11.24
c) Quando contemplamos o amor de Deus por
nós, este nos coloca um sentimento de gratidão a Ele por nossa salvação em
Cristo. A melhor forma de demonstrarmos gratidão a Deus é compartilharmos com
os outros o amor de Cristo e a nossa ré nEle.
Sabemos que só há um meio para a salvação – Jesus Cristo. E somente nós, os
cristãos, temos este pleno conhecimento. Como poderíamos então deixar de falar
de Cristo? Tendo conhecimento das motivações anteriores, chegamos a conclusão
que o ato de não evangelizar é um ato de profundo egoísmo. Sendo, assim, um
pecado. Devemos evangelizar porque amamos o nosso próximo e não queremos vê-lo
perdido eternamente. Paulo, dominado por este amor, estava disposto a
sacrificar a própria vida na pregação do evangelho (At 20:19-24).
Como devemos
Evangelizar?
Comunicando o
Evangelho de Cristo a (todo) pecador sob a liderança e poder do Espírito Santo.
A mensagem do Evangelho e a persuasão do Espírito Santo fazem com que o pecador
aceite Cristo como seu Salvador Pessoal e se torne também um seguidor
(discípulo) de Cristo.
Nem toda mensagem é evangelística. Muitos tentam evangelizar sem dar ao
pecador a mínima orientação sobre a salvação e como obtê-la. Muitos tentam
tornar mais agradável aos outros a mensagem do evangelho. Por isso não falam de
pecado, de arrependimento e renúncia. É o pseudo-evangelho das conveniências humanas,
da vida sem problemas e da inexistência de crises. Com isso a igreja cresce,
mas as almas continuam perdidas.
Portanto devemos falar de Jesus Cristo, ao sairmos para evangelizar. Dizer que
todos nós temos problemas, mas que com Cristo nós temos a solução para os
nossos problemas, e só Ele salva.
Chegue com alguém, puxe conversa, faça amizade, indague sobre sua vida, tente
tornar-se íntimo dessa pessoa, até você ter oportunidade de falar de Cristo. Se
você falar abruptamente de Jesus, há pessoas que vão ouvir, mas outras não lhe
darão ouvidos. (não espante o peixe, pegue-o).
a) Proclamação – Seria a comunicação ao pecador a
respeito de sua condição de escravo do pecado, da natureza e conseqüência dessa
escravidão, do amor de Deus e Sua providência em Jesus Cristo para salvação
deste e da chamada divina para uma decisão por Cristo Jesus.
b) Convencimento – O evangelista nesta ação seria
apenas um instrumento nas mãos do Espírito. Pois é o Espírito que convence e
muda o coração do pecador.
c) Integração – Depois da conversão do pecador, este
deve ser levado a um compromisso com o corpo visível de Cristo (a Igreja), onde
seria discipulado e levado ao desenvolvimento e amadurecimento da sua fé em
Cristo Jesus (Ef 4:12,13).
Ganhar e Perder.
De 80 a 90% das pessoas que tomavam uma decisão por Cristo nos E.U.A estavam
desviando-se da fé. Ou seja, o evangelismo moderno, com seus métodos estava
criando entre 80 e 90 “desviados” para cada 100 pessoas que se decidiam por
Jesus.
Em 1991, no primeiro ano da década da colheita, uma grande denominação nos
Estados Unidos foi capaz de obter 294.000 decisões por Cristo. Isto é, em um
ano, esta grande denominação de 11.500 igrejas foi capaz de obter 294.000
decisões por Cristo. Infelizmente, passado algum tempo apenas contavam com
14.000 destes congregando, o que significa que eles já não podiam prestar
contas por 280.000 das decisões alcançadas. E estes são resultados normais do
evangelismo moderno em qualquer lugar do mundo.
Portanto, precisamos consolidar as vidas que são ganhas para Jesus,
encorajando-as a prosseguir o caminho santo do Senhor. Fazendo visitas nos
lares, cultos domésticos, lendo a bíblia com eles, almoçando juntos, passeios,
conversas, etc. (envolva o novo convertido em seu novo ambiente, senão, o mundo
o envolverá novamente).
O que devo saber para
evangelizar?
Não precisa ser
sofisticado, ou ter muitos diplomas para compartilhar Jesus Cristo com outros.
A Bíblia diz em 1 Coríntios 2:1-5 “E eu, irmãos, quando fui ter convosco,
anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de
sabedoria. Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este
crucificado. E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.
A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de
sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder; para que a vossa fé não se
apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.”
Devo ter certeza da minha salvação, para poder falar do plano de salvação a
alguém.
É preciso que eu saiba quem é Jesus Cristo, pelo menos o básico a respeito de
sua vida.
O testemunho fala mais alto
A Bíblia diz em João 13:35 “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se
tiverdes amor uns aos outros.” Evangelismo é mais que pregar e dar testemunho.
Evangelismo (a missão da Igreja)
Cristo e os apóstolos enfatizaram à Igreja nascente a importância do
evangelismo com as seguintes palavras: “Ide por todo o mundo e pregai o
evangelho a toda a criatura”. Marcos 16:15. “Prega a tempo e fora de tempo”. II
Tim. 4:2. “... Precisam fazer uso de todos os meios que sejam possíveis, para
que a Verdade seja proclamada de um modo especial e com clareza”.
A nossa responsabilidade global de evangelização nos advém de Atos 1:8 em que
Jesus afirma que o evangelho deve alcançar Jerusalém, Judéia, Samaria e até os
confins da terra. Hoje Cristo conclama a todos para se unir no santo propósito
de alcançar todas as pessoas, nas grandes, médias e pequenas cidades, vilas,
bairros e locais isolados. O Pastor, o Evangelista e o Pregador Voluntário, não
devem esquecer-se jamais de que sua principal responsabilidade e sua mais alta
honra no serviço é pregar a Palavra e ganhar almas. Pv 11:30b
Planejar o Evangelismo
a)
Preparo Interno da Igreja
1. Preparar a igreja espiritualmente
através da oração, estudo da Bíblia, Semana de Oração, Vigília, Jejum etc.
2. Definir o tipo de evangelismo: longo,
médio, curto tempo ou de Colheita.
3. Determinar o local.
4. Formar as equipes de trabalho:
recepção, Conselheiros bíblicos e oração.
5. Mapear o território dividindo-o em
áreas menores.
6. Definir e delegar responsabilidades.
7. Estabelecer as datas.
8. Definir os materiais a serem usados e
onde adquiri-los.
b)
Preparo Externo (Público Alvo)
1. Pesquisa de opinião religiosa.
2. Distribuição de folhetos e jornal
apropriado.
3. Fixar cartazes, distribuir convites,
colocar faixas, som de rua, anúncios no rádio, jornal, TV, palestras em
escolas, sociedades de bairros e clubes de serviços.
4. Realizar o evangelismo. (mutirão na rua
ou cruzada evangelística etc.)
O
que fazer depois da parte intensiva do Evangelismo
1. Treinar cada convertido visitando-o, e
espondo-lhe a palavra de Deus. Mt 28:20
2. Incentivando (exortando) o novo
convertido a congregar. Hb 10: 25
3. Orar por eles, e com eles. Tg 5: 16
4. Ter acompanhamento mínimo de um a três
mêses, após a conversão.
Gostamos de cantar e falar a palavra Maranata, que quer dizer“Ora, vem,
Senhor Jesus!” Se queremos realmente que Cristo volte, devemos pregar o
evangelho em todo o mundo.
As Boas Novas devem ser pregadas em toda a parte antes de Jesus voltar. A
Bíblia diz em Mateus 24:14 “E este evangelho do reino será pregado no mundo
inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”
Versículos que me motivam a evangelizar:
“Nós amamos a Ele porque Ele nos amou primeiro.” (1 Jo 4:19)
“Porque o amor de Cristo nos constrange...” (II Co 5:14)
“Livra os que estão destinados à morte, e os que são levados para a matança, se
os puderes retirar.” (Pv 24:11)
“...Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.” (Mt 22:39)
“...Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.” (Mc: 16:15)
“...assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.” (Jo 20:21)
“Se eu disser ao ímpio: O ímpio, certamente morrerás; e tu não falares para
dissuadir o ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniqüidade, mas o
seu sangue eu o requererei da tua mão. Todavia se advertires o ímpio do seu
caminho, para que ele se converta, e ele não se converter do seu caminho,
morrerá ele na sua iniqüidade; tu, porém, terás livrado a tua alma.” (Ez:
33:8,9)
“... Prega a tempo e fora de tempo.” (II Tm 4:2)
“Também os enviou a pregar o reino de Deus e curar os enfermos”. (Lc: 9:2)
“Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa
obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho! (I Co: 9: 16).
Euforia
Missionária
A euforia missionária
irresponsável tem tido como uma das suas características fundamentais o
imediatismo. Imediatismo no envio de missionários, na busca de resultados, e na
mudança de atitude em relação ao compromisso missionário declarado.
Missionários são enviados ao campo monocultural e mesmo transcultural movidos e
motivados pelo imediatismo do candidato ao trabalho missionário, da igreja
local e até mesmo de organizações missionárias. Tão logo a pessoa ou a família
sente a chamada missionária ela é enviada. Certo pastor me disse pessoalmente
que prefere enviar candidatos "antes que desanimem ou mudem de idéia"
a respeito da obra missionária e do campo. A experiência, entretanto, demonstra
que se estas pessoas desanimarem quando já estiverem no campo a situação se
torna ainda mais difícil para todos: missionários, igrejas e organizações. Há
missionários que estão no campo simplesmente cumprindo um compromisso moral e legal,
pois não teve tempo para amadurecer sua chamada missionária e suas implicações.
E o que também é sério: não teve tempo para preparar-se adequadamente para
aquele determinado campo e o ministério missionário ali requerido.
Outros missionários sofrem com o imediatismo nos resultados, outro fruto da
euforia missionária. Igrejas mantenedoras, e mesmo organizações missionárias,
esperam (e cobram) resultados numéricos imediatos. Às vezes, não consideram
aspectos como adaptação cultural, aprendizado de língua, diferenças climáticas
e mesmo dificuldades particulares para viver e sobreviver entre alguns povos e
regiões do mundo. Certo missionário foi trazido de volta ao campo porque,
segundo sua liderança, não foi bem sucedido no trabalho missionário. Esperavam
que em um ano de trabalho missionário ele já tivesse uma igreja com pelo menos
mil pessoas participando (em um país aonde a temperatura chega a 45 graus
negativos no inverno e que fala uma língua que era totalmente desconhecida pelo
missionário e sua família). Este imediatismo numérico, esta ânsia pelos números
e cifras também é um dos frutos da euforia missionária irresponsável.
A obra missionária também sofre com o imediatismo na mudança de atitude dos
mantenedores: igrejas e indivíduos. Depois que o missionário chegou ao campo e
está tentando realizar a obra para o qual foi chamado, recebe uma comunicação
de que sua igreja ou mantenedores mudaram de idéia e não vão mais apoiar
financeiramente. Cortam a ajuda, suspendem o sustento, deixam de serem mantenedores.
Esquece-se que do outro lado, às vezes a milhares de quilômetros distantes,
está uma família, estão pessoas, vidas preciosas que vão pagar um preço
altíssimo por causa da sua inconseqüência no trabalho missionário, que vão
sofrer os resultados danosos da euforia missionária irresponsável.
Conclusão:
Nossa euforia missionária deve evoluir para dar lugar
ao compromisso maduro, consciente e responsável para com a obra missionária.
Como igrejas e indivíduos deveram estar conscientes de que a obra missionária é
obra séria, obra de Deus em nossas mãos, e, portanto merece toda seriedade no
planejamento, nas propostas, no trato e no envolvimento.
O estágio inicial de euforia de uma igreja local para com missões deve evoluir,
dando lugar a um planejamento, um programa que permita envolvimento com
projetos missionários a curto, médio e longo prazo, atendendo à diversidade de
campos missionários, diversidade de ministérios missionários e, sobretudo ao
compromisso com Deus na obra missionária. E precisamos reconhecer que, pela
graça de Deus, inúmeras Igrejas evangélicas e indivíduos no Brasil já
desenvolveram este nível de consciência e envolvimento missionário.

Definitivamente não podemos nos permitir, uma vez comprometidos com o
Senhor de Missões, continuar querendo participar no projeto missionário mundial
de Deus motivado apenas por uma euforia missionária, mas desenvolver, um
projeto, uma atitude consciente e responsável diante do Senhor e da Sua Obra.
Só assim o Brasil será realmente um país missionário, para glória de
Deus. Faça bom uso deste material e ganhe vidas para Cristo Jesus.
A Ele toda honra e toda glória para sempre. Amém!